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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quantas vidas você tem?

- Escrita e Cantada por Paulinho Moska -

Meu amor
Vamos falar sobre o passado depois
Porque o futuro está esperando
Por nós dois

Por favor
Deixe meu último pedido pra trás
E não volte pra ele nunca
Nunca mais

Porque ao longo desses meses
Que eu estive sem você
Eu fiz de tudo pra tentar te esquecer

Eu já matei você mil vezes
E seu amor ainda me vem
Então me diga quantas vidas você tem

sábado, 24 de abril de 2010

Soneto do teu corpo

- escrita por Leoni e Paulinho Moska e cantada por Mart'nália -

Ah, eu juro... eu juro...

Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.

Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Vivo em teus bosques. Bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos,
Eu faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca,
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Boca

- Escrita por Paulinho Moska e George Israel e Cantada por Paulinho Moska -

Adoro o cheiro da tua boca
O gosto da tua saliva
A carne dos teus lábios
A cor dos teus dentes
Adoro morder tua língua
Lamber o teu céu
Beijar o teu beijo
Respirar o teu ar

Adoro o que você mastiga
Quando me engole
Tudo que tua boca toca
Vira a grande novidade
De todas as bocas do planeta

Espaço Liso (o fado)

- Escrita e Cantada por Paulinho Moska -

Eu amo a causa, e não a conseqüência
Eu amo o Pensamento, e não a inteligência
Eu amo a Loucura, e não a consciência
Eu amo a paciência, eu amo a paciência

Eu amo o deserto, e não a muralha
Eu amo o mergulho, e não a medalha
Eu amo suor, e não a toalha
Eu amo a batalha, eu amo a batalha

Eu amo a alma, e não a pessoa
Eu amo a cara, e não a coroa
Eu amo a corrida, e não a linha de chegada
Eu amo a estrada, eu amo a estrada

Eu amo o agora, e não a memória
Eu amo a luta, e não a vitória
Eu amo o fato, e não a história
Eu amo a trajetória, eu amo a trajetória

Eu amo o bem forte, e não o assim
Eu amo o papel, e não o cetim
Eu amo pra onde vou, e não de onde eu vim
Eu amo o meu meio, e não o meu fim

O outra volta do parafuso

- Escrita e cantada por Paulinho Moska -


Naquele dia senti
Que, finalmente,
Tua máscara ia cair
Definitivamente
Eu estava cansado
e te ouvir mentir

Meu corpo doía de um lado
Minha alma fervia do outro
De novo no mesmo lugar
E eu não queria estar ali

Tenho certeza que tu és o castelo
Onde o meu desejo mora
Mas me machuquei
Quando me aproximei
De tuas paredes de pedra

E tudo que sonhei
Me incomoda agora
Seja qual for o dia
Seja qual for a hora
Antes de pensar em me procurar
Me apague da tua memória

Porque já tranquei as portas
E escondi as chaves
Só não vi de que lado fiquei
De dentro, ou por fora, nem sei

Você me dói agudo e isso é grave, grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém

Alguém que saiba, pelo menos
Tudo aquilo que não quer
Alguém que tente
Atravessar o túnel no final da luz

Pois fiquei cego, surdo e mudo
E agora quero me esquecer de tudo
Pra descobrir em fim o que sobrou de mim
Que ainda me seduz

Se por acaso pensas que
Eu vou me perder por aí
Ainda vou gritar no teu ouvido
Que a vida é um parafuso sem fim

Que a cada volta
Aperta mais
E nunca afrouxa
Para trás
Só então saberás que
Desde o início eu já era assim

Você me dói agudo e isso é grave, grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém

domingo, 18 de outubro de 2009

Muito Pouco

- Escrita pro Paulinho Moska e Cantada por Maria Rita –

Pronto...
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real

Esqueça...
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida trás

Mas muito pra mim é tão pouco, e pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca, não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco, e pouco eu não quero mais

Chega...
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem pra ninguém poder nos comparar
Por que
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

(repete) Mas muito pra mim é tão pouco

Veja...
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz a estrutura de um grande amor
Simplesmente seja o que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo o que começa com muito
Pode acabar muito pior

(repete) Mas muito pra mim é tão pouco

Admiração

- Cantado por Paulinho Moska –

Meus olhos, famintos,
Não se cansam de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo pra te admirar

E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo o calor que há na sua erupção

Escorregar nos rios claros
das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido
que brilha em seus cabelos

Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro

Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder

Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter