Olá estranho Você vem sempre aqui Ou você nunca sai Eu tenho um apetite curioso pro início da noite Só que mais tarde eu prefiro dormir, eu prefiro sonhar
Pode me chamar de velha Pode me chamar de lesma Só sei que agora eu dei uma animadinha E eu, eu, eu, eu
Eu vou estilhaçar minha cara no carnaval Você vai vasculhar meu corpo no feriado Vou beber Eu vou dar Uma chance para o mar E talvez pra você Talvez pra você
Vem cá Tu é mó estranho E eu Sou ainda mais
Só sei que agora eu dei uma animadinha E eu, eu, eu, eu
Nesse tumulto de emoções Que se chama "eu" Quero uma liteira que me carregue Para longe do meu coração Para mantê-lo hermeticamente fechado Isolado da dor, imune Acontece que não sei viver à margem Prefiro ser assim, amando, sofrendo, gozando A vida de verdade Tentei fugir, fingir que nada se passava Inevitável, essa amizade foi longe demais Inevitável, essa amizade foi longe demais E quanto mais eu me aproximo, mais colada eu to Vidrada no teu sorriso Com a cara de besta que sou Preste atenção no que eu digo Você me marcou com unhas e dentes E sangue Eu lhe tenho amor. Eu lhe tenho amor Eu lhe tenho amor Eu nem que sabia que isso era uma cilada Eu tinha certeza, mas adoro uma roubada Agora é tarde, estou entregue, meu coração pulsante Vermelho Está em suas mãos Tentei fugir, fingir que nada se passava Inevitável, essa amizade foi longe demais Inevitável, essa amizade foi longe demais E quanto mais eu me aproximo, mais colada eu to Vidrada no teu sorriso Com a cara de besta que sou Preste atenção no que eu digo Você me marcou com unhas e dentes E sangue Eu lhe tenho amor Eu lhe tenho amor Eu lhe tenho amor
- Escrita por Chico Buarque e cantada por Maria Bethânia -
Quando eu canto que se cuide
Quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada
Não conhece perdão
Quando eu rio
Quando rio, rio seco
Como é seco o sertão, meu sorriso
É uma fenda escavada no chão
Quando eu choro
Quando choro é uma enchente
Surpreendendo o verão
É o inverno, de repente
Inundando o sertão
Quando eu amo
Quando amo eu devoro
Todo o meu coração eu odeio
Eu adoro numa mesma oração
Quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir
Requebrando um rock and roll
Nem quero saber como se dança o baião
Eu quero ligar, eu quero um lugar
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
- Escrita por Lenine e cantada por Julieta Venegas e Lenine -
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
- Escrita por Caetano Veloso e cantada por Maria Bethânia -
Minha boca saliva porque eu tenho fome...
E essa fome é uma gula voraz que me traz cativa
Atrás do genuíno grão da alegria
Que destrói o tédio e restaura o sol
No coração do meu corpo um porta-jóia existe
Dentro dele um talismã sem par...
Que anula o mesquinho, o feio e o triste
Mas que nunca resiste a quem bem o souber burilar
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
Minha sede não é qualquer copo d´água que mata...
Essa sede é uma sede que é sede do próprio mar
Essa sede é uma sede que só se desata
Se minha língua passeia sobre a pele bruta da areia
Sonho colher a flor da maré cheia vasta
Eu mergulho e não é ilusão
Não, não é ilusão!
Pois da flor de coral trago no colo a marca
Quando volto triunfante com a fronte
Coroada de sargaço e sal
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
- Escrita por Cartola e Cantada por Ney Matogrosso -
Dizem que estou desfigurado, com razão
Estou cansado de pedir a Deus
E aos céus enfim
Um amor, onde encontrarei, Senhor!
Livrai-me desta nostalgia
Confiante ainda espero um dia
Meu coração é pobre e magoado
É infeliz como um menor abandonado
Viveu sempre nesta ilusão
Procurando um outro coração
Para você não dizer algum dia, meu bem
Que eu não avisei
Certas noites eu sou só do samba, eu sou da orgia
Nessas noites você não me encontra, meu bem
Nem dentro da lei
Às vezes eu vou deixar a razão pela folia
E vazar
E desaparecer
E sequer olhar pra trás
E desaparecer
Me perder, me adiantar
E desaparecer
E deixar o samba me levar
Não me venha dizer algum dia, meu bem
Que eu te enganei
Certas noites eu sou só do samba, eu sou da orgia
Nessas noites você não me encontra, meu bem
Nem dentro da lei
Às vezes eu vou deixar a razão por poesia
E ralar
E desaparecer
E sequer olhar pra trás
E desaparecer
Me perder, me adiantar
E desaparecer
E deixar o samba me pegar
E rapar
E desaparecer
E sequer olhar para trás
E desaparecer
E perder o celular
E desaparecer
E deixar o samba me levar
Certas noites eu sou só do samba, eu sou da orgia
Nessas noites você não me encontra, meu bem
Nem dentro da lei
Às vezes eu vou deixar a razão pela folia
E vazar
E desaparecer
E sequer olhar pra trás
E desaparecer
Me perder, me adiantar
E desaparecer
E deixar o samba me levar
E rapar
E desaparecer
E sequer olhar pra trás
E desaparecer
Me perder, me adiantar
E desaparecer
E deixar o samba me levar
E zarpar
E desaparecer
E ralar
E desaparecer
E rapar
E desaparecer
E vazar
E desaparecer
- Escrita por Gilberto Gil e Cantada por Maria Bethânia -
Sou amiga dos ventos
Sou amante dos mares
Sou bem-vinda nos lugares
Aonde vou
Sou a força da terra
Sou a luz dos luares
Sou a chama nos altares
Do amor
Não que algo aconteça
De especial comigo
Que eu possua mil poderes
Celestiais
Nem que eu seja dotada
De um saber feiticeiro
Protegida dos potentados
Astrais
O que eu trago é mais simples
É banal como a chuva
Natural como uma uva
Ter sabor
Vem da vida o mistério
Dessa facilidade
De ser tudo e nada disso
Ter valor
Eu amo a causa, e não a conseqüência
Eu amo o Pensamento, e não a inteligência
Eu amo a Loucura, e não a consciência
Eu amo a paciência, eu amo a paciência
Eu amo o deserto, e não a muralha
Eu amo o mergulho, e não a medalha
Eu amo suor, e não a toalha
Eu amo a batalha, eu amo a batalha
Eu amo a alma, e não a pessoa
Eu amo a cara, e não a coroa
Eu amo a corrida, e não a linha de chegada
Eu amo a estrada, eu amo a estrada
Eu amo o agora, e não a memória
Eu amo a luta, e não a vitória
Eu amo o fato, e não a história
Eu amo a trajetória, eu amo a trajetória
Eu amo o bem forte, e não o assim
Eu amo o papel, e não o cetim
Eu amo pra onde vou, e não de onde eu vim
Eu amo o meu meio, e não o meu fim
A minha vida,
Eu preciso mudar todo dia
Pra escapar
Da rotina dos meus desejos por seus beijos
Os meus sonhos
Eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois
Não é bem aquela que planejei
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti
Por isso hoje estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe, longe de mim
- Escrita por Caetano Veloso e Cantada por Los Hermanos –
Eu quero a cena de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte,
Eu quero a sorte, eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
(2x)
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher,dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matina e verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão
(2x)
Se você quer me seguir, não é seguro
Você não quer me trancar num quarto escuro
Às vezes parece até, que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só
Você não vai me acertar à queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir, me beija a boca
Às vezes parece até que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só
Não demora eu tô de volta (Tchau)
Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar (Tchau)
Já deu minha hora e eu não posso ficar (Tchau)
A lua me chama, eu tenho que ir pra rua (Tchau)
A lua me chama, eu tenho que ir pra rua (Tchau)
Hoje eu quero sair só (3x)
(repete) Você não vai me acertar à queima-roupa
(repete) Não demora eu tô de volta (Tchau)
Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar (Tchau)
Já deu minha hora e eu não posso ficar (Tchau)
A lua me chama, eu tenho que ir pra rua (Tchau)
A lua me chama, chama...
Hoje eu quero sair só (4x)
Tchau! Tchau! Tchau! Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua...
Hoje eu quero sair só (4x)
- Escrita por Leo Jaime e Cantada por Marina Lima -
Eu sou uma gata
E não gosto de água fria
Pega logo no meu pêlo
Teu carinho me arrepia
Não quero água
Tomo banho é de lambida
Tiro o gosto desde corpo
E ainda tenho 7 vidas
Então, se toque
Porque o amor não é só distração
A vida arranha
Se eu faço rock
Eu faço manha
Meu bem, me dê sua atenção
Não faço nada
E ainda morro de preguiça
Tenho sono o dia inteiro
Madrugada que me atiça
Não tenho dono
Mando na minha cabeça
Um dia desses eu me mando
Mas enquanto isso, não se esqueça:
Tome cuidado!
Porque o amor não é só distração
A vida arranha
E se eu faço rock
Eu faço manha
Meu bem, me dê sua atenção
- Escrita por Ultraje a Rigor e Cantada por Ana Carolina –
Vou te contar o que me faz andar
Se não é por mulher não saio nem do lugar
Eu já não tento nem disfarçar
Se tudo que eu me meto é só pra impressionar
Mulher de corpo inteiro
Se não fosse por mulher eu não era roqueiro
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente
Mulher de qualquer jeito
Ninguém sabe o que ela tem no peito
Peito pra dar de mamar
Peito só pra enfeitar
Mulher faz bem pra vista
Tanto faz se ela é machista ou se é feminista
Cê pode até achar que é um pouco de exagero
Mas eu sei lá, eu sei que eu não sei
Eu gosto é de mulher, eu gosto é de mulher
Eu gosto é de mulher (2x)
Mulher eu já provei
Eu sei que é bom demais, agora o resto eu não sei
Sei que eu não vou mudar (talvez)
Sei que eu não vou nem tentar
Desculpe esse meu defeito
Eu digo que não é nem preconceito
Eu tenho amigo homem, eu tenho amigo gay
Mas eu sei lá, eu sei que eu não sei,
Eu gosto é de mulher, eu gosto é de mulher
Eu sei como pisar no coração de uma mulher
Já fui mulher eu sei, já fui mulher eu sei