- Escrito por Cartola e Nuno Veloso e Cantada por Ney Matogrosso -
Nosso romance teve senões
E se separam dois corações
Posso chorar até esquecer
Mas o meu desejo é viver longe de você
Meu interesse é viver sem você
Nosso passado eu procuro esquecer
Ao grande protetor eu peço em uma prece
Senhor, por piedade, vê se ela me esquece
O nosso amor
Um grande amor
Termina assim
Todo romance tem princípio e tem fim
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terça-feira, 25 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Desfigurado
- Escrita por Cartola e Cantada por Ney Matogrosso -
Dizem que estou desfigurado, com razão
Estou cansado de pedir a Deus
E aos céus enfim
Um amor, onde encontrarei, Senhor!
Livrai-me desta nostalgia
Confiante ainda espero um dia
Meu coração é pobre e magoado
É infeliz como um menor abandonado
Viveu sempre nesta ilusão
Procurando um outro coração
Dizem que estou desfigurado, com razão
Estou cansado de pedir a Deus
E aos céus enfim
Um amor, onde encontrarei, Senhor!
Livrai-me desta nostalgia
Confiante ainda espero um dia
Meu coração é pobre e magoado
É infeliz como um menor abandonado
Viveu sempre nesta ilusão
Procurando um outro coração
domingo, 18 de outubro de 2009
Retrato em Branco e Preto
- Escrita por Tom Jobim e Chico Buarque e Cantada por Ney Matogrosso e Ana Carolina –
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E que no entanto, volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E que no entanto, volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
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